Vivendo no Mundo Mágico da Leitura e da Escrita

Colégio Estadual Dom Abel S.U
Sala de Recursos Multifuncional
Atendimento Educacional Especializado – AEE             
                Projeto: Vivendo no Mundo Mágico da Leitura e Escrita.     
Professora de Recursos: Elma Linhares Barros.           
Equipe de Apoio: Cláudia Maria de Jesus Castro
                                    Denise Alves de Carvalho
                                    Orânia José da Silva Chaves
                                    Rosilda Queiroz Rodrigues de Andrade
                                    Rosimar Queiroz Rodriques
                                                                      
                 Palavras-chave: Alfabetização; letramento; escrita; leitura.
                                                      
 Problematização 
                De acordo com o diagnóstico realizado no Colégio Estadual Dom Abel S.U, pelos professores no ano letivo de 2010, a maioria dos alunos das turmas dos 2º aos 5° anos, do turno vespertino, demonstraram dificuldades na escrita, leitura, interpretação e produção textual. Diagnóstico esse que possibilitou uma reflexão sobre o problema, levando-nos à hipótese de que a razão das dificuldades de leitura e produção escrita estaria no pouco acesso dos alunos aos diversos gêneros textuais e em geral aos textos literários.
 
Introdução
                 A leitura é um instrumento valioso para a apropriação de conhecimentos relativos ao mundo exterior. Ela amplia e aprimora o vocabulário e contribui para o desenvolvimento de um pensamento crítico e reflexivo, pois possibilita o contato com diferentes idéias e experiências. Assim, a escola tem por obrigação desenvolver o gosto e o prazer pela leitura, tornando os educando capazes de compreender diferentes gêneros textuais que circulam na sociedade, de modo a formar leitores competentes e autônomos, contribuindo para a sua inclusão e interação na sociedade em que vive.
 
 Justificativa 
                 A leitura e a escrita são hoje um dos maiores desafios das escolas, visto que quando estimulada de forma criativa, possibilita a redescoberta do prazer de ler, contribui para a utilização da escrita em contextos sociais e a inserção da criança no mundo letrado. Considerando essa realidade, o Projeto: Vivendo  no Mundo Mágico da Leitura e Escrita foi elaborado, visando oferecer aos alunos oportunidades de melhor desenvolver suas competências de leitura e escrita, pois o cidadão ativo e consciente certamente é aquele que melhor consegue realizar uma leitura de mundo que o possibilite tornar-se um agente transformador, construtor da própria história. Com este projeto, pretendemos acelerar o processo de letramento e alfabetização dos alunos que estão apresentando dificuldades de leitura e escrita em defasagem na turma. Sabemos que o atraso desses alunos decorre de outros fatores que muitas vezes inviabiliza seu aprendizado e desenvolvimento em grupo. Nossa proposta será para um atendimento mais individualizado permitindo ao aluno uma nova oportunidade de avançar em seu processo de aquisição das competências básicas escolares.                                                 
                                                           
Objetivos
  Objetivos Gerais:
                 °Acelerar o processo de aquisição da leitura e escrita dos alunos atendidos a fim de permitir uma maior integração à sua turma.
Objetivos Específicos:
               °Perceber a vinculação fala – escrita e como ela é representada na linguagem escrita, de forma contextualizada;
               °Possibilitar que os alunos vivenciem atividades que envolvam textos, palavras e letras significativas;
                °Estimular os alunos a querer descobrir o significados dos escritos e a produzir seus próprios textos;
                ° Utilizar diferentes registros, sabendo adequá-los às circunstâncias da situação comunicativa de que participa;
                ° Grafar as palavras corretamente;
° Desenvolver nos alunos a autoconfiança na sua capacidade de aprender;
                °Assistir a exibição de DVD e vídeos de histórias e contos de diversos gêneros;
°Interpretar histórias lidas;
°Escrever listas com os nomes das histórias e/ou nomes de personagens das histórias lidas;
°Refletir sobre os elementos de escrita utilizados nas produções escritas (com apoio do professor).
       
                                                          Cronograma
°De fevereiro a dezembro.
° Uma vez por semana.
° Duas aulas.
 
Metodologias
• Apresentação do projeto a equipe gestora, aos coordenadores, aos professores regentes e equipe multiprofissional para articulação de idéias e ações;
• Apresentação e abertura do projeto com os alunos participantes;
 Exibição de DVD e vídeos de histórias e contos de diversos gêneros;
• Leituras orais de histórias pelos professores;
• Pesquisa e leitura de histórias na internet;
• Leitura de textos selecionados pelos professores;
• Ilustrações (com desenhos) de histórias lidas;
• Interpretações orais e escritas de histórias lidas pelos professores;
• Interpretações orais e escritas de histórias lidas pelos alunos;
• Estudos de vocabulários presentes nas histórias lidas pelos alunos;
• Criar o cantinho de leitura;
• Dinamizar rodas de leituras;
• Os alunos serão atendidos na sala de recursos multifuncional, separados de suas turmas e monitorados pelas professoras de apoio e recursos;
                                                        
Conteúdos
• Linguagem oral e escrita;
• Leitura oral e silenciosa de diferentes gêneros textuais;
• Interpretação;
• Produção escrita;
• Estudo do vocabulário;
• Seqüência lógica: Início, meio e fim;
Jogos lúdicos;
• Valores básicos a uma boa convivência em grupo.
 
Recursos:
Alfabeto móvel;
Atividades com materiais pedagógicos; 
                • Livros literários;                 
                • Portadores textuais de diversos gêneros da literatura infantil e infanto-juvenil;
• Aparelho de som, TV e DVD e mídias de CD e DVD;
Avental pedagógico;          
                • Internet;
• Cantinho da leitura;
• Cartolina, papel metro, papel cartão, cola, lápis de cor, giz de cera, tinta guache, papel ofício, tesouras, cordão, canetinhas, pinceis atômicos, etc.
• Jogos lúdicos relacionados à leitura (bingo, dominó, ludo, boliche) dentre outros
 
Avaliação
 
                A avaliação do projeto ocorrerá durante todo o processo de seu desenvolvimento, envolvendo a observação da atuação dos professores, das atividades de produção escrita e oral, confecção de murais ilustrados, atividades de interpretação e outras atividades escritas desenvolvidas pelos alunos. Considerando-se ainda os avanços obtidos e demonstrados pelos alunos no decorrer e ao final do projeto.
 
PLANO DE AULA
Caminho das letras
 Compartilhar, debater, aprofundar e organizar práticas e métodos pedagógicos.
      Conteúdo
Leitura e escrita de nomes próprios
Introdução
Por que trabalhar com os nomes próprios? Os alunos que estão se alfabetizando podem e devem aprender muitas coisas a partir de um trabalho intencional com os nomes próprios da turma.
Objetivos
Estas atividades permitem aos alunos as seguintes aprendizagens:
· Diferenciar letras e desenhos;
· Diferenciar letras e números;
· Diferenciar letras, umas das outras;
· A quantidade de letras usadas para escrever cada nome;
· Função da escrita dos nomes, (função de memória da escrita) etc;
· Orientação da escrita: da esquerda para a direita;
· Que se escreve para resolver alguns problemas práticos;
· O nome das letras;
· Um amplo repertório de letras (a diversidade e a quantidade de nomes numa mesma sala);
· Habilidades grafo-motoras;
· Uma fonte de consulta para escrever outras palavras.
O nome próprio tem uma característica: é fixo, sempre igual. Uma vez aprendido, mesmo o aluno com hipóteses não alfabéticas sobre a escrita não escreve seu próprio nome segundo suas suposições, mas, sim, respeitando as restrições do modelo apresentado. As atividades com os nomes próprios devem ser seqüenciadas para que possibilitem as aprendizagens mencionadas acima. Uma proposta significativa de alfabetização, aquela que visa formar leitores e escritores, e não meros decifradores do sistema.
       É preciso considerar:
· Os conhecimentos prévios dos alunos.
O grau de habilidade no uso do sistema alfabético.
· As características concretas do grupo.
· As diferenças individuais.
      Desenvolvimento das atividades:
1. Identificar situações em que se faz necessário escrever e ler nomes. Alguns exemplos: Escrever o nome dos colegas, (pedir que os alunos distribuam tentando ler os nomes);
2. Pedir a leitura e interpretação dos nomes escritos (avental pedagógico);
3. Preparar oralmente a escrita: discutir com os alunos, se necessário, qual o nome a ser escrito dependendo da situação;
4. Ser bem claro nas recomendações: explicitar o que deverá ser escrito, onde fazê-lo e como, que tipo de letra usar, etc;
5. Pedir a escrita dos nomes: com e sem modelo;
6. Fazer acrósticos através dos nomes;
7. Bingo;
8. Atividade lúdica, (Sei o alfabeto).
Objetivos
Ao final das atividades, o aluno deve:
Identificar a escrita do próprio nome;
Escrever com e sem modelo o próprio nome;
Ampliar o repertório de conhecimento de letras;
Interpretar as escritas dos nomes dos colegas da turma;
Utilizar o conhecimento sobre o próprio nome e o alheio para resolver outros problemas de escrita, tais como: quantas letras usar, quais letras, ordem da letras etc e interpretação de escritas.
Recursos didáticos
· Folhas de papel sulfite com os nomes dos alunos  impressos;
· Etiquetas de cartolina de 10cm x 6cm (para os crachás);
. Cartelas de bingo;
. Bola
Organização da sala
Cada tipo de atividade exige uma determinada organização:
Atividades de identificação das situações de uso dos nomes: trabalho com a sala toda.
Identificação do próprio nome: individual.
Identificação de outros nomes: sala toda ou pequenos grupos.
Identificação do próprio nome
Dê para cada aluno um cartão com o nome do aluno.
· Apresente uma lista com todos os nomes da turma. Escreva todos os nomes com letra de imprensa maiúscula. Nesse tipo de escrita, é mais fácil para o aluno identificar os limites da letra, o que também deixa a grafia menos complicada.
· Peça que localizem na lista o próprio nome. O cartaz com essa lista pode ser grande e ser fixado em local visível.
· Peça para cada um escrever o próprio nome.
· Inicialmente realize esta atividade a partir de um modelo (crachá com o nome) e depois sem modelo, usando o modelo para conferir a escrita produzida. Identificação de outros nomes da turma.
Atividade 1- Ditado – Dite um nome da lista. Cada aluno deverá encontrá-lo na lista que tem em mãos e circulá-lo. Em seguida, peça a um aluno que escreva aquele nome na lousa. Peça aos alunos que confiram se circularam o nome certo. Para que essa atividade seja possível a todos é importante fornecer algumas ajudas. Diga a letra inicial e final, por exemplo.
Atividade 2 - Separando nomes de meninas e meninos – Apresente a lista da chamada da classe. Peça para os alunos separarem em duas colunas: nomes das meninas e nomes dos meninos.
Observação: em todas estas atividades é importante chamar a atenção para a ordem alfabética utilizada nas listas. Este conhecimento: nomeação das letras do alfabeto é importante para ajudar o aluno a buscar a letra que necessita para escrever. Em geral os alunos chegam à escola sabendo “dizer” o alfabeto, ainda que não associando o nome da letra aos seus traçados. Aproveite esse conhecimento para que possam fazer a relação entre o nome da letra e o respectivo traçado.
Avaliação
É importante observar e registrar os avanços dos alunos na aquisição do próprio nome e no reconhecimento dos outros nomes. Tratando-se de uma informação social,  a escrita dos nomes , é preciso observar se os alunos fazem uso dessa informação para escrever outras palavras. A escrita dos nomes é uma informação social, porque é uma aprendizagem não escolar. Dependendo da classe social de origem do aluno, ele já entra na escola com este conhecimento: como se escreve o próprio nome e quais as situações sociais em que se usa a escrita do nome. Para alunos que não tiveram acesso a essa informação a escola deve cumprir esse papel.
Observar os seguintes campos:
1. Nome do aluno
2. Escreve sem modelo?
3. Usa grafias convencionais?
4. Utiliza a ordem das letras?
5. Conhece os nomes das letras?
6. Reconhece outros nomes da classe?
7. Escreve outros nomes sem modelo?
8. Utiliza as letras convencionais na escrita dos nomes?
9. Utiliza o conhecimento sobre os nomes para escrever outras palavras?
Observação: A partir do registro na planilha acima é possível ter uma visão das necessidades de investimento com cada aluno e também das necessidades coletivas de trabalho com a turma.
Atividades complementares
· Pesquisa sobre a origem do nome (pesquisa com os familiares)
· Análise de fotos antigas e atuais da criança.
· Montagem de uma linha do tempo do aluno a partir das fotos trazidas.
Retirado do site da Revista Nova escola
 
         “… A minha contribuição foi encontrar uma explicação segundo a qual, por trás da mão que pega o lápis, dos olhos que olham, dos ouvidos que escutam, há uma criança que pensa”
        (Emília Ferreiro)
 

One thought on “Vivendo no Mundo Mágico da Leitura e da Escrita

  1. PARABÉNS FOI MUITO ÚTIL PARA MIM ,VISITAR O SEU BLOG. OBRIGADA!!
    VAI ME AJUDAR BASTANTE EM SALA DE AULA COM MEUS ALUNOS.

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